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Pontualidade

Por Ilana Berenholc:

A forma como lidamos com tempo é cutural. Cada país tem seus próprios códigos em relação ao que é adequado em termos de pontualidade, prazos e outras coisas que envolvem o fator tempo. Para aqueles que lidam profissionalmente com pessoas de outras culturas, mesmo de regiões diferentes dentro do Brasil, pesquisar e entender o significado de pontualidade na sua cultura é fundamental. Assim, pode-se antecipar expectativas e desfazer mal-entendidos.

De acordo com a consultora de etiqueta Kimberly Roberts, as expectativas culturais quanto à pontualidade são as seguintes:

Pontualidade é uma exigência e atrasos são vistos como ofensa: China, Alemanha, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, Singapura

Pontualidade é altamente valorizada: Austrália, Bangladesh, Chile, Dinamarca, Irã, Luxemburgo, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Romênia, África do Sul, Suécia, Suíça, Tailândia, Venezuela, Áustria, Bahrain, Bélgica, Bulgária, Canadá, Costa Rica, República Checa, El Salvador, Inglaterra, Fiji, Finlândia, Hungria, Índia, Indonésia, Itália (especialmente no Norte da Itália), Costa do Marfim, Filipinas, Catar, Escócia, Turquia, Uganda, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, País de Gales, Iugoslávia

Pontualidade é esperada, mas as pessoas do lugar podem chegar atrasadas: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Egito, El Salvador, França, Gana, Grécia, Guatemala, Honduras, Iraque, Irlanda, Israel, Itália,  Jordânia, Kuwait, Líbia, México, Nicarágua, Panamá (normalmente pontuais para reuniões de negócios), Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Arábia Saudita (pode ter outros em encontrante), Senegal, Coreia do Sul, Espanha, Sri Lanka, Síria, Taiwan, Zâmbia

Pontualidade é menos rígida: Argélia, Caribe, França – o sul, Islândia, Irlanda, Líbano, Marrocos, Nigéria

O antropólogo Edward T. Hall definiu dois tipos de comportamento que as pessoas apresentam em relação à pontualidade. Há pessoas que consideram o tempo uma coisa exata. São aquelas que chegarão no mínimo 5 minutos antes para um compromisso. Há outras que vêem o tempo como uma coisa aproximada. Para elas, compromisso às 9h30 significa ”por volta” das 9h30 e não faz diferença chegar um pouco antes ou um pouco depois. Imagine estas duas pessoas marcando uma reunião.

Com o tempo, aprendemos o padrão de comportamento em relação a tempo que as pessoas apresentam e nos adaptamos a ele. Já sabemos quem chegará na hora e quem vai atrasar um pouco. No entanto, quando estamos nos relacionando com pessoas de hierarquia superior, sua forma de lidar com o tempo é o que determina a pontualidade do grupo. Aliás, a possibilidade do atraso nestas ocasiões pertence exclusivamente à pessoa mais importante. Chegar depois dela pode indicar desrespeito ou disputa de poder, dependendo das pessoas envolvidas. Se a reunião é com alguém que você não conhece,  pontualidade é regra. Mesmo que o outro chegue atrasado, da sua imagem quem deve cuidar é você.

 
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Publicado por em novembro 16, 2010 em Sem categoria

 

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Comportamento é Imagem

Por Ilana Berenholc

Como é a sua mesa de trabalho? Super organizada, sem vestígio de papéis e coisas a fazer (no entanto tudo está escondido no fundo da gaveta), uma coleção de objetos e fotografias, post-its colados por todos os lados com anotações, colorida, acromática?

De acordo com o psicólogo Sam Gosling, autor de “Psiu, Dê uma Espiadinha!”, o que encontramos na mesa de trabalho e a sua (des)organização revelam dois lados de quem a ocupa: quem a pessoa é e o que ela considera ideal ser.

Organizado, metódico, ágil, criativo, artístico, conservador, arrojado, ocupado. Todas essas são suposições que podemos fazer sobre alguém apenas observando sua mesa de trabalho. No entanto, os objetos que vemos nem sempre correspondem à realidade. Assim, uma pessoa que não é necessariamente organizada pode colocar em sua mesa porta papéis e outros objetos que refletem sua vontade de ser mais organizado. Mesmo o ato de guardar a bagunça escondida na gaveta pode sinalizar isso. Alguém não muito pontual pode ter um relógio bem grande para sempre estar ciente do horário.

Seus objetos também revelam muito sobre seus valores pessoais: Há fotos suas com sua família? Com seu ídolo? Com seu bicho de estimação? Dirigindo uma Ferrari? Elas ficam viradas para você – o que traz conforto emocional – ou são voltadas para os outros – e funcionam como mostradores do seu universo pessoal?

A manifestação da nossa identidade acontece muitas vezes mesmo quando não estamos presentes. Que pistas você anda deixando?

 
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Publicado por em novembro 11, 2010 em Sem categoria

 

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Será que alguém reparou?

Por Ilana Berenholc…

Pesquisas feitas por Thomas Gilovich, do Departamento de Psicologia da Cornell University, demonstram que as pessoas têm a tendência a se focar em excesso em seu comportamento e aparência e superestimam quanto esses são óbvios para os outros. Muitas vezes nos achamos o centro das atenções, quando, na verdade, os outros reparam em nós muito menos do que imaginamos.

Isto vale tanto para situações negativas, como quando cometemos uma gafe ou num dia que não conseguimos acertar o penteado, quanto para situações positivas, como quando sentimos que tivemos uma boa performance em uma reunião. É uma grande ilusão acreditar que todos perceberam aquilo que achamos que perceberam. Da mesma forma, as pessoas não percebem facilmente nossos estados emocionais como nervosismo ou insatisfação. No entanto, acreditamos que sim, comportamento ao qual ele deu o nome de “ilusão de transparência”.

Nossa tendência é sermos muito mais exigentes conosco do que somos com outras pessoas. Por este motivo, acreditamos que seremos julgados com o mesmo grau de exigência – no entanto, não é assim que acontece. Como conseqüência, muitas pessoas acabam se preocupando de forma exagerada com sua imagem. Cuidar da imagem profissional é fundamental, mas sem exageros. Ações sem consistência, com o único objetivo de “parecer bem na fita” tiram toda a espontaneidade – e isto não é bom gerenciamento da imagem.

A dica aqui é “confiar no seu taco”, ter consciência e segurança da reputação que construiu e não se deixar abalar por detalhes pequenos, que como vimos, são meros detalhes, imperceptíveis para os outros.

 
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Publicado por em abril 9, 2010 em 1

 

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Comportamento é imagem, por Ilana Berenholc

Você tem um cartão?

Apoio inquestionável de marcas – corporativas ou pessoais, o cartão de visita é uma das ferramentas essenciais na vida de qualquer profissional. Sem um cartão para entregar, empresas e profissionais não são levados a sério. Eu particularmente presto muita atenção nos cartões que recebo: o que ele me diz a respeito daquela pessoa e da sua empresa. Já escolhi entre duas empresas concorrentes levando o cartão de visita em conta.

Este pequeno pedaço de papel concentra em sua composição uma comunicação importante sobre o profissional e seu negócio. É um resumo visual da sua marca. Infelizmente, muitos profissionais acabam não dando a devida importância ao seu cartão. Economizam na escolha do designer gráfico – “porque não pedir para meu sobrinho?” ou na escolha do material e gráfica e, assim, o resultado final, muitas vezes, é extremamente amador. Não que seja necessário gastar fortunas com seu cartão, mas é muito importante encontrar um profissional que entenda o que você pretende e precisa comunicar e encontre as melhores soluções dentro do seu orçamento. Nas vezes em que eu precisei fazer meus cartões, funcionou para mim, além de dizer quem sou e o que faço, também explicar tudo o que sinto que não sou e aquilo que não gosto.

Na hora de decidir, o que é importante observar?

Tato: o papel, seu toque e espessura são importantes para transmitir solidez e qualidade. Cartões com papel muito fino (pouca gramatura) transmitem a sensação de um negócio mais amador, não tão sólido.

Cores e tipografia: é conservador, previsível, inovador, feminino, masculino?

Símbolos: tem uma logomarca ou imagem interessante?

Com os modelos propostos em mãos, observe se eles têm relação a sua marca ou não. De nada serve um cartão lindíssimo se ele nada tem a ver com quem você é.

http://vocesa.abril.com.br/blog/ilana/2010/03/29/voce-tem-um-cartao/#comments

 
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Publicado por em abril 6, 2010 em 1

 

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